"Parabéns para mim, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!"
Hoje é meu aniversário. =)
Eu não sei se acontece com você, mas, para mim, aniversário (assim como fim de ano, formatura, fim de relacionamento amoroso, mudança de trabalho, morar numa nova cidade, morte de alguém que se ama e uma centena de outras ocasiões marcantes) é um momento de (re)pensar a vida. Afinal, por mais que pareça uma visão pessimista, a verdade é: ter vivido mais um ano de vida significa que você está mais perto do dia em que a perderá. A morte (ao menos física) chega para todos, amigo. E depois de morto, não se tem mais no que pensar, não se tem mais rotas para corrigir, não se tem mais o que celebrar.
Nem tudo o que eu pensei, nem tudo o que eu agradeci (ou pelo o que eu chorei) nessa minha reflexão de aniversário, eu contaria em público, mas, uma coisa eu posso dizer: Hoje eu comemoro 26 anos de incontestável felicidade.
Não, eu não tenho tudo o que gostaria de ter. Não vivi (ainda) muitas coisas que gostaria de viver. Tenho problemas financeiros, crises existencias, descontentamentos emocionais, momentos de baixa-estima, um ou outro "trauma" de infância, defeitos que me irritam em mim mesma, uma sensação de inutilidade para o mundo que me visita constantemente desde que eu me tornei essa pessoa que não se conforma mais em buscar coisas que sejam apenas para si mesma, questionamentos espirituais, enfim, toda essa tralha que todo ser humano vivo tem também.
Mas eu sou feliz porque eu já aprendi que, não importa o quanto eu ache que me falta, eu sempre tenho mais do que eu mereço ter. Eu vivo muito mais do que eu mereceria viver.
Apesar de todo o dinheiro que às vezes eu acho que me falta, eu nunca conheci fome, nunca soube o que é dormir no chão frio, debaixo de chuva, nunca soube o que é não ter uma água limpa e gelada para beber no calor e uma coberta para me esquentar no frio.
As minhas crises existenciais, se vividas com equilíbrio, nunca vão me esmagar ao ponto de me destruir - Antes, irão me fazer me conhecer, irão me fazer crescer.
Os meus descontentamentos emocionais vão me lembrar do quanto eu sou só um ser humano (sou pó, sou vento passageiro, sou nada)...
Os defeitos que me irritam em mim mesma vão me tornar menos arrogante, menos pretensiosa.
Os meus momentos de baixa-estima vão me dar humildade.
A minha sensação de inutilidade vai me motivar a me doar mais.
Os meus questionamentos espirituais vão me levar a buscar mais e mais o conhecimento e a presença do Criador.
Ou, haverá dias em que toda essa tralha só vai me fazer chorar e resmungar. Mas e daí? Todos temos nossos momentos de fraquezas. Só não posso me render a eles tempo o bastante para perder a certeza de que, sim, eu sou feliz.
Quando cantarem "Parabéns para você", diga obrigada(o). Parabéns por viver a SUA vida da melhor forma possível. Por enfrentar seus problemas, sem se convencer de que você é o último dos coitados. Mas parabéns também pelos (alguns, só alguns) dias em que você se sente o último dos coitados (você ainda é gente, ainda tem coração). Parabéns por ser um idiota às vezes, mas por reconhecer tantas outras o quanto você ainda precisa melhorar. Parabéns por tudo de bom que você é na vida de tantas pessoas, ou de uma única pessoa, que seja. Parabéns porque você não merece, mas te foi dada a graça de viver.
Quando cantarem: "Nessa data querida", diga obrigada(o) a Deus. Que bom que o fato de você fazer mais um ano de vida representa um motivo de alegria para alguém. Cuide para que represente um motivo de alegria também a você mesmo.
Quando disserem: "Muitas felicidades", lembre-se de que ser feliz não significa não ter momentos de tristezas. Não confunda felicidade com alegria. Feliz é algo que se é. Alegre é como se está em um momento, ou não se está, em alguns outros momentos.
E quando te desejarem "Muitos anos de vida", lembre-se de que viver é sempre mais intenso e significativo do que apenas existir. Você pode ter muitos anos, mas quantos anos de felicidade você tem? Quantos anos de utilidade você tem? De quantos anos da sua existência você se orgulha?
Eu não me orgulho de tudo em mim ainda. Mas a graça de receber mais anos de vida é saber que me foi dado tempo de tentar o meu melhor em busca de tudo o que eu quero ser (e fazer).
Que venham os próximos 365 dias de VIDA. Um de cada vez.
Uma Rosa no Caminho
Um blá-blá-blá da alma de quem resolveu levar os olhos para passear pelo mundo.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Uma luz, uma lanterna, um lampião... (Aos perdidos).
"Eu não sei o que faço da minha vida".
Escutei essa frase duas vezes nessa última semana, de dois grandes amigos brasileiros.
Ela, bolsista de um programa de mestrado na área do Serviço Social em uma das universidades mais renomadas do Brasil. Ele, advogado por formação, funcionário público por profissão, mora atualmente na Itália e, (não) por acaso é meu colega de classe nesse mestrado internacional em Desenvolvimento, Inovação e Transformação, oferecido pela universidade mais antiga do mundo, na escola de direito mais tradicional da Europa. Eles têm 25 anos de idade e não sabem o que fazer de suas vidas.
Nem eu.
Quando alguém diz que não sabe o que fazer da vida é porque, provavelmente, está insatisfeito com algo em seu presente e teme que essa situação se estenda ao futuro. Isso não se constitui, todavia, em um problema, se avaliamos a nós mesmos com equilíbrio e moderação.
Os meus amigos e eu não sabemos o que fazer da vida porque não precisamos saber o que fazer da vida! A vida é dinâmica e o ser humano precisa, portanto, aceitar que também é. Ninguém senta e escreve um planejamento estratégico ou um manual técnico sobre como será cada detalhe de sua vida profissional, sentimental, relacional, espiritual.
Existem momentos em que tudo o que você tem que fazer é fazer da melhor forma possível o que você já tem para fazer.
Não deveríamos tentar criar uma definição estática de quem somos. A crise do "ser ou não ser", como diz um sábio homem que eu conheço, já foi resolvida há tempos: SER é a resposta. Mas ser o quê?
Eu decidi que sou o que me torno na medida em que a vida acontece.
Pensar dessa forma me faz sentir livre. Me faz sentir humana. Me faz reconhecer falha, portanto. Mas, com o direito de recomeçar, de tentar de novo, quando for preciso. Com a obrigação de rever continuamente as rotas da minha vida e jamais desistir de mim. Com coragem para dizer: Mudei de ideia. Mudei de jeito. Cresci.
Ou errei. Mas, posso melhorar. Posso me tornar qualquer coisa que eu quiser, e me torno diferente a partir das minhas experiências de vida e com o adquirir da maturidade. Talvez eu nunca seja o bastante para as minhas próprias expectativas, mas posso ser o melhor dentro dos limites do meu eu.
A nossa vida inteira não precisa ser decidida hoje.
Perdemos muito tempo pensando sobre o que deveríamos fazer de nossas vidas quando, na maioria das vezes, só precisamos decidir o que fazer no presente minuto.
Escutei essa frase duas vezes nessa última semana, de dois grandes amigos brasileiros.
Ela, bolsista de um programa de mestrado na área do Serviço Social em uma das universidades mais renomadas do Brasil. Ele, advogado por formação, funcionário público por profissão, mora atualmente na Itália e, (não) por acaso é meu colega de classe nesse mestrado internacional em Desenvolvimento, Inovação e Transformação, oferecido pela universidade mais antiga do mundo, na escola de direito mais tradicional da Europa. Eles têm 25 anos de idade e não sabem o que fazer de suas vidas.
Nem eu.
Quando alguém diz que não sabe o que fazer da vida é porque, provavelmente, está insatisfeito com algo em seu presente e teme que essa situação se estenda ao futuro. Isso não se constitui, todavia, em um problema, se avaliamos a nós mesmos com equilíbrio e moderação.
Os meus amigos e eu não sabemos o que fazer da vida porque não precisamos saber o que fazer da vida! A vida é dinâmica e o ser humano precisa, portanto, aceitar que também é. Ninguém senta e escreve um planejamento estratégico ou um manual técnico sobre como será cada detalhe de sua vida profissional, sentimental, relacional, espiritual.
Existem momentos em que tudo o que você tem que fazer é fazer da melhor forma possível o que você já tem para fazer.
Não deveríamos tentar criar uma definição estática de quem somos. A crise do "ser ou não ser", como diz um sábio homem que eu conheço, já foi resolvida há tempos: SER é a resposta. Mas ser o quê?
Eu decidi que sou o que me torno na medida em que a vida acontece.
Pensar dessa forma me faz sentir livre. Me faz sentir humana. Me faz reconhecer falha, portanto. Mas, com o direito de recomeçar, de tentar de novo, quando for preciso. Com a obrigação de rever continuamente as rotas da minha vida e jamais desistir de mim. Com coragem para dizer: Mudei de ideia. Mudei de jeito. Cresci.
Ou errei. Mas, posso melhorar. Posso me tornar qualquer coisa que eu quiser, e me torno diferente a partir das minhas experiências de vida e com o adquirir da maturidade. Talvez eu nunca seja o bastante para as minhas próprias expectativas, mas posso ser o melhor dentro dos limites do meu eu.
A nossa vida inteira não precisa ser decidida hoje.
Perdemos muito tempo pensando sobre o que deveríamos fazer de nossas vidas quando, na maioria das vezes, só precisamos decidir o que fazer no presente minuto.
Ciao, piacere!
Querida pessoa leitora,
Seja muito bem vinda ao meu "seja lá o que esse espaço for".
Eu já perdi as contas de quantas vezes tentei escrever um blog, mas, "from now on", vou levar a missão a sério.
Vou levar a missão tão a sério que vou escrever com uma periodicidade pré-definida: sempre que a alma pedir. Vou escrever sobre um tema relevante: tudo o que o coração mandar.
Vou compartilhar preceitos de vida importantíssimos: aqueles refletidos a partir do que vivo e vejo no caminho.
Tirei os meus olhos de casa e fui para longe procurar partes de mim que não sei quais são e nem quando vou encontrar. Hoje, escrevo da Itália. Em 2 meses, provavelmente escreverei da África do Sul. Sou uma brasileira pessoa qualquer querendo compartilhar aquilo que me faz um ser humano único: meu pensamento.
Fique à vontade. Vai ser um prazer trocar uma ideia com você.
Rosa.
Seja muito bem vinda ao meu "seja lá o que esse espaço for".
Eu já perdi as contas de quantas vezes tentei escrever um blog, mas, "from now on", vou levar a missão a sério.
Vou levar a missão tão a sério que vou escrever com uma periodicidade pré-definida: sempre que a alma pedir. Vou escrever sobre um tema relevante: tudo o que o coração mandar.
Vou compartilhar preceitos de vida importantíssimos: aqueles refletidos a partir do que vivo e vejo no caminho.
Tirei os meus olhos de casa e fui para longe procurar partes de mim que não sei quais são e nem quando vou encontrar. Hoje, escrevo da Itália. Em 2 meses, provavelmente escreverei da África do Sul. Sou uma brasileira pessoa qualquer querendo compartilhar aquilo que me faz um ser humano único: meu pensamento.
Fique à vontade. Vai ser um prazer trocar uma ideia com você.
Rosa.
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