domingo, 15 de maio de 2011

Uma luz, uma lanterna, um lampião... (Aos perdidos).

"Eu não sei o que faço da minha vida".

Escutei essa frase duas vezes nessa última semana, de dois grandes amigos brasileiros.
Ela, bolsista de um programa de mestrado na área do Serviço Social em uma das universidades mais renomadas do Brasil. Ele, advogado por formação, funcionário público por profissão, mora atualmente na Itália e, (não) por acaso é meu colega de classe nesse mestrado internacional em Desenvolvimento, Inovação e Transformação, oferecido pela universidade mais antiga do mundo, na escola de direito mais tradicional da Europa. Eles têm 25 anos de idade e não sabem o que fazer de suas vidas.

Nem eu.

Quando alguém diz que não sabe o que fazer da vida é porque, provavelmente, está insatisfeito com algo em seu presente e teme que essa situação se estenda ao futuro. Isso não se constitui, todavia, em um problema, se avaliamos a nós mesmos com equilíbrio e moderação.

Os meus amigos e eu não sabemos o que fazer da vida porque não precisamos saber o que fazer da vida! A vida é dinâmica e o ser humano precisa, portanto, aceitar que também é. Ninguém senta e escreve um planejamento estratégico ou um manual técnico sobre como será cada detalhe de sua vida profissional, sentimental, relacional, espiritual.

Existem momentos em que tudo o que você tem que fazer é fazer da melhor forma possível o que você já tem para fazer.

Não deveríamos tentar criar uma definição estática de quem somos. A crise do "ser ou não ser", como diz um sábio homem que eu conheço, já foi resolvida há tempos: SER é a resposta. Mas ser o quê?

Eu decidi que sou o que me torno na medida em que a vida acontece.

Pensar dessa forma me faz sentir livre. Me faz sentir humana. Me faz reconhecer falha, portanto. Mas, com o direito de recomeçar, de tentar de novo, quando for preciso. Com a obrigação de rever continuamente as rotas da minha vida e jamais desistir de mim. Com coragem para dizer: Mudei de ideia. Mudei de jeito. Cresci.

Ou errei. Mas, posso melhorar. Posso me tornar qualquer coisa que eu quiser, e me torno diferente a partir das minhas experiências de vida e com o adquirir da maturidade. Talvez eu nunca seja o bastante para as minhas próprias expectativas, mas posso ser o melhor dentro dos limites do meu eu.

A nossa vida inteira não precisa ser decidida hoje.

Perdemos muito tempo pensando sobre o que deveríamos fazer de nossas vidas quando, na maioria das vezes, só precisamos decidir o que fazer no presente minuto.

8 comentários:

  1. "Talvez eu nunca seja o bastante para as minhas próprias expectativas, mas posso ser o melhor dentro dos limites do meu eu."

    \o/ Amei!

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    1. Oi, Carol!!! Quanto tempo! Quase 5 anos depois de ter escrito esse post, reencontro esse meu blog que, no final das contas, eu nunca mais atualizei,e percebo que nunca respondi ao teu comentário. Me desculpe! Que bom que gostou do texto!! Como estàs? Saudades! Beijos!

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  2. Gostei mt da reflexão Cintia! Esses dias pensei assim: todo presente vira passado, portanto viva o seu presente antes que ele vire passado! E se preocupar com o futuro é deixar de viver tudo o que temos: o presente... ufa! rsrs... ( sou amiga desta menina ai de cima)

    Bju!

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    1. Oi, Rosana!!! Quase 5 anos depois de ter escrito esse post, reencontro esse meu blog que, no final das contas, eu nunca mais atualizei, e percebo que nunca respondi ao teu comentário. Me desculpe! Que bom que voce gostou do texto! Concordo totalmente contigo! Eu, por exemplo, sou mestre em me preocupar com o futuro e não aproveitar 100% o presente. Mas, continuo tentando melhorar, o segredo é não desistir nunca! rs Beijos!

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  3. Amiga! amei o texto... fala de mim!! ahaha... estou aprendendo durante a minha própria trajetória, afinal "é caminhando que se faz o caminho" né? BJUS, TE AMO

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    1. Oi, amiga!!! Quase 5 anos depois de ter escrito esse post, reencontro esse meu blog que, no final das contas, eu nunca mais atualizei, e percebo que nunca respondi ao teu comentário. Me desculpe! Que bom que voce gostou do texto e sim, falava de você! Mas veja só anos depois como as pecinhas do quebra-cabeça da tua vida estão se encaixando cada vez mais! Muito orgulho de você! Te amo! Saudades!

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  4. Oi Cyntia,

    A busca da felicidade está presente em todas as áreas... As pessoas que esquecem de como foi ou está sendo o próprio percurso... "Felicidade não é um lugar aonde se chega"

    http://lendonaspontes.blogspot.com/2010/06/felicidade-nao-e-um-lugar-aonde-se.html

    Te adicionei em minha lista de blogsss

    PAZ

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    1. Oi, Leandro! Tudo bem? Quase 5 anos depois de ter escrito esse post, reencontro esse meu blog que, no final das contas, eu nunca mais atualizei, e percebo que nunca respondi ao teu comentário. Me desculpe! Concordo plenamente com você! é um desafio lembrar que o que conta é a caminhada, não o destino final. Eu, pelo menos, preciso me esforçar para lembrar disso todos os dias! VOu seguir teu blog! Um abraço amigo!

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